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  OS MANDAMENTOS DA GRAÇA

OS MANDAMENTOS DA GRAÇA

Os mandamentos da graça  

Nunca foi da vontade de Deus que o homem vivesse pela lei. A agenda principal de Deus é que o homem tivesse um relacionamento com ele baseado na graça. Foi isso o que ele fez quando chamou a Abraão para fora da sua terra e da sua parentela. Ele não lhe deu nenhum mandamento, mas o chamou para um relacionamento. Abraão é chamado de amigo de Deus (Tg. 2:23). Ele se tornou amigo de Deus simplesmente porque creu e não porque cumpriu os mandamentos.

A lei foi dada quatrocentos anos depois de Abraão e mesmo assim ele andou com Deus. Para aqueles que pensam que não podemos andar com Deus sem os mandamentos da lei eu recomendo que observem como Abraão foi chamado amigo de Deus. Mas mesmo sem a lei Abraão obedeceu a Deus num nível tão profundo que quase nenhum de nós jamais imaginou. Ele estava disposto a subir ao monte e sacrificar seu filho a Deus. Ele amava a Deus, era um homem de fé e estava disposto a obedecer até o fim. Tudo isso sem o conhecimento da lei.

 

A razão de ser da lei

Quando Deus deu os dez mandamentos ele sabia que o homem não era capaz de obedecê-los, mas o homem não sabia que era incapaz. Dessa forma Deus teve de dar a lei para mostrar a todo homem sua incapacidade de obedecer.

Deus não deu a lei para que o homem a cumprisse, mas a lei foi dada para que o homem conhecesse o pecado por meio dela. Paulo diz em Romanos 5:20 que “sobreveio a lei para que avultasse a ofensa.” Em Gálatas 3:19 ele pergunta: “Qual, pois, a razão de ser da lei? Foi adicionada por causa das transgressões”. 

A agenda principal de Deus é a graça, mas a lei foi adicionada por causa das transgressões.

O que significa essas transgressões? Em Romanos 5:13 Paulo diz que “até ao regime da lei havia pecado no mundo, mas o pecado não é levado em conta quando não há lei.” Em outras palavras, havia pecado, mas o pecado não era transgressão porque não havia lei. Suponha que você vá a um país onde o limite de velocidade é de 80 quilômetros por hora. Você então dirige seu carro a 100 por hora. Você transgrediu a lei. Você já era um pecador, mas quando tem acesso a placa de controle de velocidade e não obedece agora tornou-se um transgressor, porque você está quebrando uma lei. O pecado estava em nós, mas a lei foi dada para fazer do pecado uma transgressão. Assim a lei mostra quão pecaminosos nós somos.

 

Mandamentos na graça

E hoje no Novo Testamento existem mandamentos? Sim, existem.

Amados, se o coração não nos acusar, temos confiança diante de Deus; e aquilo que pedimos dele recebemos, porque guardamos os seus mandamentos e fazemos diante dele o que lhe é agradável. Ora, o seu mandamento é este: que creiamos em o nome de seu Filho, Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, segundo o mandamento que nos ordenou. (I Jo. 3:21-23)

João diz que aquilo que pedimos dele recebemos, porque guardamos os seus mandamentos. Se parássemos nesse ponto talvez ficássemos confusos pensando que se trata dos mandamentos da lei. Mas ele complementa explicando que o “o seu mandamento é este: que creiamos em o nome de seu Filho, Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, segundo o mandamento que nos ordenou”.

O mandamento que ele nos ordenou foi mencionado pelo próprio João no seu evangelho no capítulo 13.

Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros. (Jo. 13:34-5)

O Senhor disse que era um novo mandamento, não era algo que ele tinha pegado dos mandamentos de Moisés. O mandamento da lei era para amar o próximo como a si mesmo. 

Seguindo o raciocínio podemos dizer que amamos uns aos outros na medida em que entendemos o quanto ele nos amou. Se entendemos o quanto ele nos amou espontaneamente amaremos nosso irmão. 

A bênção de Deus está sobre todo ministro que remove o véu a cada semana mostrando o amor de Jesus em suas pregações. Eles estão nos ajudando a cumprir o novo mandamento.

A explicação de João é muito simples: “Nós amamos porque ele nos amou primeiro (I Jo. 4:19). Nosso amor é apenas uma resposta ao amor dele por nós. A revelação do quanto somos amados pelo Senhor é a chave para cumprirmos o seu mandamento.

O primeiro mandamento mencionado por João é que creiamos em o nome de seu Filho, Jesus Cristo. Diferentemente da lei, o Senhor nos manda crer e não fazer algo. E em quê precisamos crer? Que Deus nos amou de tal maneira que deu seu único Filho para morrer por nós. Quando cremos em o nome do Senhor entendemos que somos amados e dessa forma cumprimos o outro mandamento.

A lei dizia: “ame a Deus!” Mas hoje a graça diz: “creia no amor dEle por você!” Quanto mais você crê mais você cumpre o novo mandamento e qualquer coisa que você pedir, o Pai o ouvirá. Permaneça no amor do Senhor.

O mandamento da lei é “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força” (Dt. 6:5). Mas João define o amor dizendo que “Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados” (I Jo. 4:10). Não se trata do quanto amo a Deus, mas do quanto ele me ama.

Lei é eu amar a Deus, mas graça é Deus me amar. João diz em outras palavras que não estamos mais debaixo da lei do amarás a Deus, mas da graça que diz que ele de tal maneira nos amou. Isso não significa que não vou amar a Deus, antes eu amarei porque o seu amor por mim me conquistou.

 

Os imperativos de Deus

Não estamos mais debaixo da lei em forma de ordenanças. Fomos libertos da lei. Mas isso significa que não existem mandamentos no Novo Testamento? Certamente eles existem, mas não são como os mandamentos da lei. É como se o Senhor dissesse: “ordene ao homem faminto que coma!” Eu ordeno ao cansado que descanse!” No meio teológico isso é chamado de imperativos.

Todavia, antes de enfatizarmos os imperativos, precisamos entender os indicativos. Você certamente deve se lembrar das aulas de gramática. Todo verbo possui um tempo e um modo. O tempo é presente, passado ou futuro, mas o modo pode ser indicativo ou imperativo (é claro que existe também o subjuntivo, mas não vamos falar dele). Os imperativos de Deus são baseados nos seus indicativos.

Os indicativos nos dizem o que somos, o que temos e o que podemos fazer em Cristo. É somente em função disso que somos capazes de obedecer os imperativos.

Porque Cristo nos amou, devemos amar a nossa esposa como ele nos amou. Porque fomos ricamente perdoados, devemos perdoar livremente a quem nos ofende. Porque somos uma nova criação já não viveremos como os ímpios. Porque o Espírito Santo agora habita em nós já não usaremos o nosso corpo para a impureza e a prostituição. Nossa obediência aos imperativos divinos é apenas uma consequência do poder dos indicativos da cruz.

No Velho Testamento as pessoas obedeciam para se tornarem justas e santas. Hoje no Novo Testamento nós já fomos feitos justos, dessa forma nós obedecemos porque é assim que os justos vivem. Na lei as pessoas obedeciam para se tornarem justas, na graça nós fomos feitos justos e por isso obedecemos.

Precisamos crer e confessar que fomos feitos justiça de Deus em Cristo. Mandamentos são para ímpios e profanos, mas os justos precisam apenas crer na verdade da Palavra de Deus.

Tendo em vista que não se promulga lei para quem é justo, mas para transgressores e rebeldes, irreverentes e pecadores, ímpios e profanos, parricidas e matricidas, homicidas. (I Tm. 1:9)

Não é possível crer na coisa certa e não viver da maneira certa. A sua conduta é sempre o resultado de sua crença. Se vivemos errado é porque cremos errado. Evidentemente o comportamento é importante, mas a ênfase maior é sempre sobre o que cremos.

Os indicativos sempre apontam para Cristo. Quanto mais você contempla a Cristo mais se torna como ele.

Em todas as epístolas do Novo Testamento Paulo começa ensinando o indicativo de nossa posição em Cristo. Isso os mestres chamam de Kerigma. Somente depois disso ele expõe os imperativos de Deus também chamados de Didaquê. Toda epístola paulina é dividida em duas partes: Kerigma e Didaquê. O Kerigma é a base para praticarmos o Didaquê. Sem o Kerigma o Didaquê é apenas um conjunto de regras comum à maioria das religiões.

O Novo Testamento sempre nos mostra quem somos e então nos exorta a andarmos de acordo com isso. Nós fomos ressuscitados com Cristo, então devemos ter um padrão de vida celestial. Somos membros uns dos outros, por isso não podemos mentir. Fomos feitos filhos de Deus, somos da realeza, da família real, por isso temos de ter nobreza em nossos atos. Não podemos ser avarentos e mesquinhos simplesmente porque isso não é nobre, não combina mais conosco.

Toda exortação é sempre baseada no que somos, temos e podemos fazer em Cristo. Sem compreender a nossa posição a exortação se torna um tipo de legalismo.

A nossa santificação antes de ser uma separação de algo, é uma separação para alguém. É possível ser separado do Egito, mas ainda assim morrer no deserto. Santificação é ser separado para Deus, mas ser separado para Deus significa desfrutar de todos os indicativos do que somos em Cristo. A verdadeira santificação é entender o que somos, temos e podemos fazer nele.

Veja, por exemplo, na carta aos efésios como Paulo apresenta cada imperativo de Deus.

• Fale cada um a verdade com o seu próximo porque somos membros uns dos outros. 4:25

• Não fique irado para não dar lugar ao diabo. 4:26

• Não entristeça o Espírito de Deus porque fomos selados por ele e hoje ele é a nossa marca. 4:30

• Perdoe aos outros porque você foi ricamente perdoado em Cristo. 4:32

• Porque somos filhos de Deus devemos agora procurar imitá-lo. 5:1

• Ande em amor porque Cristo nos amou e se entregou por nós. 5:2

• Porque já somos santos devemos rejeitar toda impureza. 5:3

• Não somos mais filhos da desobediência, por isso não devemos agir como eles. 5:6

• Porque somos luz devemos andar como filhos da luz. 5:8

• Não precisamos nos embriagar com vinho pois podemos nos encher do Espírito. 5:18

• As mulheres se submetem aos maridos como ao Senhor. 5:22

• Os maridos amam as suas esposas porque entendem o quanto somos amados pelo Senhor. 5:25

• Os casais não se separam porque sabem que o seu casamento representa a união de Cristo com a Igreja e ele jamais se separará de nós. 5:31-32

• Os empregados devem fazer o seu serviço como ao Senhor. 5:5 e 7

• Os patrões devem lembrar que também são servos de Deus - 5:9

Observe que toda exortação de Paulo é baseada na revelação daquilo que somos em Cristo. Quando compreendemos a realidade da nova criação, nós então vivemos de acordo com a vontade de Deus espontaneamente.

ENFIM:

Quais são os mandamentos da graça? “Ora, o seu mandamento é este: que creiamos em o nome de seu Filho, Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, segundo o mandamento que nos ordenou. “  qual é? “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros.” 


 




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